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Guatemala: Boas razões para conhecer… e se apaixonar

Guatemala: Boas razões para conhecer… e se apaixonar

Postado em Destaques, Destinos de Viagens

A cultura indígena domina a Guatemala, sobretudo no interior, e essa composição torna o país diferente de seus vizinhos da América. Os maias, descendentes de uma das mais sofisticadas civilizações pré-colombianas, representam mais de 40% da população guatemalteca. Existem registros da presença deles na Guatemala desde 1000 a.C. Hoje, eles são maioria nas terras altas do oeste do país, onde preservam muitos dos costumes ancestrais e distinguem-se pelo jeito colorido de se vestir, pela língua, a música, os rituais domésticos e as festas.

A descoberta das ruínas maias no final do século 19 e início do século 20 revelou a riqueza e a sofisticação desses povos, e o conhecimento dos hieróglifos que eles deixaram vem confirmando a hipótese de que teriam chegado a um nível extremamente avançado de civilização. Apesar disso, muito de mistério ainda cerca os primeiros habitantes da Guatemala e das regiões vizinhas. E é essa cultura fascinante e misteriosa que o viajante vai encontrar. A viagem pode começar pela capital, Cidade da Guatemala, maior cidade da América Central e o centro da vida econômica, cultural e política do país.

Catedral de Santiago

Catedral de Santiago

É lá, no campus da Universidad Francisco Marroquin, que está o moderno Museu Popol Vuh e sua preciosa coleção de arte pré-hispânica, a maior do mundo. O nome Popol Vuh refere-se a uma obra-prima da cultura maia, um livro escrito pouco depois da conquista espanhola por autor ou autores desconhecidos e que narra os mitos e a história dos povos pré-colombianos até o século 16. No interior do museu, diversos objetos remetem a essas histórias. Mergulhar no passado colonial da Guatemala significa visitar Antigua, talvez uma das mais encantadoras cidades da parte latina da América, confortavelmente aninhada entre três vulcões, com suas ruas de pedras, enfeitadas de primaveras floridas, e a Catedral de Santiago, que resplandece ao entardecer, quando as luzes se acendem.

Pelo valor de suas construções coloniais e pela graça arquitetônica, Antigua foi declarada Monumento da América em 1965. Depois de percorrer igrejas, mosteiros e palácios, chegou a hora de ir buscar outros rumos e entrar na selva. Apenas 2% do território da Guatemala é urbanizado, o que quer dizer que todo o restante do país é uma mistura fascinante de cenários selvagens. Existem parques nacionais – embora sejam poucos – sobretudo na região de Petén, coberta pela densa mata tropical e onde se escondem as mais importantes ruínas da civilização maia. De todas, a mais conhecida e impressionante é, sem dúvida, Tikal.

Lago de Atitlán

Lago de Atitlán

A gigantesca pirâmide escondida pela vegetação é uma visão de tirar o fôlego e oferece, a quem consegue subir a escadaria até o topo, uma vista deslumbrante. Do alto de Tikal, o mundo é cor de esmeralda. Aos poucos, o viajante vai se aproximando desse povo orgulhoso de suas tradições. E descobre que os panos e tecidos coloridos que envolvem as mulheres são marcas registradas das tecelãs de cada aldeia. Percebe como contam o tempo com o seu famoso calendário e como ele é utilizado para ajudar a tomar decisões do dia a dia, desde quando plantar milho até quando vender seus produtos nos feéricos mercados que enfeitam os vilarejos e cidades.

O calendário, segundo os especialistas, é perfeitamente sincronizado em qualquer aldeia indígena, da Guatemala ao México. Funciona como uma espécie de coração que marca o ritmo da vida dos maias há séculos. Ao redor do Lago de Atitlán, cercado pelas montanhas e pelos vulcões, San Pedro, Toliman e Atitlán, 12 comunidades indígenas se reúnem, plantam milho, riem e brincam com os turistas curiosos. Quanto ao lago, é um espetáculo à parte, que deve fazer parte do álbum de fotos de todo visitante do lugar.

Pimâmide de Tikal

Pimâmide de Tikal

O “coração da cultura maia”, como é conhecida a Guatemala, saiu de uma guerra civil de 36 anos no final do século 20 que deixou marcas profundas na população nativa. Mas o país tem buscado valorizar os traços dessa antiga civilização que ainda se escondem entre suas matas verdejantes, nas montanhas vulcânicas, nos lagos cristalinos e na paisagem que deslumbra o turista.

Como chegar
Voos diários para a cidade da Guatemala com conexões no Panamá, Lima ou Bogotá, dependendo da companhia aérea.

Melhor época
A Guatemala pode ser visitada o ano todo, mas a melhor época para ir é durante a estação seca, que vai de novembro a abril.

*Texto originalmente publicado na edição 56 da revista Host & Travel. Para ler matérias similares, torne-se assinante da revista sem custo algum.

 

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