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Marina de la Riva e o Navegar é Preciso

Marina de la Riva e o Navegar é Preciso

Ao receber da Auroraeco Viagens e da Livraria da Vila o convite para participar do projeto Navegar é Preciso, reconheço que tive que relê-lo algumas vezes para ter certeza do conteúdo. Imagine: uma feira literária em um confortável barco que passeia pelo Rio Negro por quase 1 semana, com roteiro e autores convidados impressionantes. Uma imersão intensa em literatura, natureza e arte.

Resumo da ópera: beber da fonte, na fonte. Um privilégio. Fiquei pensando em como seria possível passar tantos dias desconectada e como eu poderia amordaçar a pressa que, então, me consumia. Na época em que recebi o convite, estava estressada, no meio de um processo de trabalho intenso, e soava estranho sumir do alcance da urgência. Imaginei como seria esse roteiro, e a ideia de fazer música naquele contexto me moveu. Decidi, então, em um impulso, que sim, iria embarcar naquela viagem. Comuniquei à nação e parti.

Esse é o preâmbulo sincero de uma viagem inesquecível. Então é chegado o dia, voei para Manaus, encontrei pouco a pouco o grupo, nos reunimos e chegamos ao barco, o IberoStar Grand Amazon. Sorrisos atrás de sorrisos, nos acomodamos. Me senti, por um instante, presa e liberta… Mas ao zarpar me lembrei que sair do porto era coragem e destino. Y así fué…

Seguimos uma programação organizadíssima e impecável, entre entrevistas, painéis, passeios em pequenos barcos, visitas às comunidades ribeirinhas, vimos os lindos botos-cor-de-rosa, fizemos almoços, jantares, focagem noturna de jacarés e música. Tudo entre muita literatura. E de tudo que vivemos ali, o que mais me surpreendeu, mais até do que posso descrever, foram as entrelinhas.

Me refiro à natureza imperiosa, aos segredos dos livros, à magia dos encontros, ao céu de caprichosas cores, com seu indescritível por do sol, às estórias por trás dos contos, ao tempo para fazer novos amigos, ao silêncio nas trilhas, ao espelho d’água inspirador nos igapós, às novas ideias, ao olhar profundo dos animais, à música no deque, aos sorrisos, ao vento incansável, às águas imantadas que roubavam meu olhar e às estrelas cadentes que vi pouco antes de entrar no palco.

Os cinco dias voaram, mas voltei para casa muito feliz por ter ido, renovada e com vontade de levar muitos amigos para aqueles lugares onde havia estado. Definitivamente, navegar é preciso e viver também. Volto a ter pressa, mas agora minha pressa é outra.

 

[poema]
Muere lentamente

Muere lentamente quien no viaja,
quien no lee, quien no escucha música,
quien no halla encanto en si mismo.

Muere lentamente quien destruye su amor propio,
quien no se deja ayudar.

Muere lentamente quien se
transforma en esclavo del habito,
repitiendo todos los días los mismos senderos,
quien no cambia de rutina,
no se arriesga a vestir un nuevo color
o no conversa con desconocidos.

Muere lentamente quien evita una pasión
Y su remolino de emociones,
Aquellas que rescatan el brillo en los ojos
y los corazones decaidos.

Muere lentamente quien no cambia
de vida cuando está insatisfecho con
su trabajo o su amor,
Quien no arriesga lo seguro por lo incierto
para ir detrás de un sueño,
quien no se permite al menos una
vez en la vida huir de los consejos sensatos…
¡Vive hoy! – ¡Haz hoy!
¡Ariesga hoy!
¡No te dejes morir lentamente!
¡No te olvides de ser feliz!

Martha Medeiros

aa

*Texto originalmente publicado na edição 57 da revista Host & Travel. Para ler matérias similares, torne-se assinante da revista sem custo algum.

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