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Patagônia Chilena: lagos, vulcões e neve

Patagônia Chilena: lagos, vulcões e neve

Postado em Destaques, Destinos de Viagens

Não é exagero dizer que, para a maioria das pessoas, a Patagônia é sinônimo de Ushuaia e Terra do Fogo, regiões localizadas no finalzinho do Hemisfério Sul. É um equívoco semelhante ao dizer que no Brasil só temos o Rio de Janeiro. Que nada! Essa enorme vastidão de terra, ao sul da Cordilheira dos Andes, abrange parte dos territórios do Chile e da Argentina e é considerada uma das mais belas paisagens do mundo justamente por sua variedade de cenários repletos de espécies marinhas – como pinguins, focas, baleias e orcas –, glaciares tingidos de azul e montanhas nevadas.

Conheça nesse post os principais atrativos da fatia chilena desse território.

Região dos Lagos

A porção norte da Patagônia Chilena abriga preciosidades como o Parque Lahuen Nadi, em Puerto Varas, conhecido por suas aves e árvores nativas. Para quem não gosta de caminhar, uma boa opção é alugar uma bicicleta para percorrer a ciclovia de aproximadamente 30 km e vislumbrar áreas residenciais, fazendas de gado e belos cenários marcados por montanhas com picos nevados.

Outro ponto que vale a visita é a Laguna Verde, que fica ainda mais bonita com a grandiosidade do Vulcão Osorno ao fundo. Dali é possível alcançar as colinas de El Solitario e percorrer, a pé ou de bicicleta, o trajeto de 6 km, de onde é possível avistar o topo do vulcão mais de perto.

Vulcão Osorno

Vulcão Osorno

Cansou de caminhar? Não tem problema. Um rafting suave pelo Rio Petrohué, tão bonito quanto um cartão-postal, permite vislumbrar de maneira totalmente diferente a Cordilheira dos Andes e a riqueza da flora e da fauna.

Não deixe de visitar Puerto Varas, onde está instalada a cervejaria Chester Beer, e conhecer suas cervejas artesanais que levam até cinco anos para serem produzidas. Melhor ainda se for de bicicleta. Alguns quilômetros à frente esta Frutillar, pequena cidade de arquitetura alemã com vista privilegiada para lagos e montanhas. Faça uma parada na cervejaria Salzburg e deguste diferentes variedades, entre Bock, Stout e Pale Ale. Termine o dia em Puerto Octay, município com forte influência da colonização alemã da segunda metade do século 19.

Puerto Varas

Puerto Varas

Sul da Patagônia

O acesso a uma das áreas mais remotas do planeta se dá de avião, via Santiago, capital do Chile, para Punta Arenas. Depois são mais 4 horas e meia até Puerto Natales. Principal cidade para exploradores da região concentra nos arredores os melhores hotéis da região, como o The Singular e o Tierra Patagonia, com sua premiada arquitetura de traços limpos que se mescla perfeitamente à natureza e oferece aos hóspedes aventura, luxo e conforto na medida certa.

Puerto Natales

Puerto Natales

Ali perto, encontra-se o Parque Nacional Torres del Paine, declarado Reserva Mundial da Biosfera pela Unesco. Praticamente sinônimo da Patagônia, o parque, repleto de paisagens de tirar o fôlego, é considerado um dos mais belos do país. Não é para menos: só para citar alguns exemplos, em meio a cadeias de montanhas a perder de vista surgem torres de granito, picos gelados ao fundo, vales, pradarias e lagos formados por águas de degelo que passeiam entre os tons de azul, verde e cinza. Um dos melhores jeitos de apreciar tamanha beleza é a pé ou mesmo de bicicleta.

Repleto de trilhas, o Torres del Paine está listado entre os top roteiros para trekking do mundo. Embora considerado de nível médio em termos de dificuldade, é acessível para a maior parte dos amantes de aventuras. Os viajantes podem optar por passeios de um dia, percorrer o popular “circuito W” em quatro ou seis dias e fazer todo o percurso em volta do parque em oito ou nove dias.

Lago Pehoe, Torres Del Paine

Para quem se aventura nos trajetos maiores ou simplesmente quer viver plenamente a imensidão majestosa da Cordilheira del Paine, existem refúgios muito especiais, como o Patagonia Camp, instalado às margens do Lago Toro aos pés da cordilheira. Mas engana-se quem pensa que a região resume-se a Torres del Paine. Milhares de turistas chegam de todos os cantos do globo para observar a imensidão branca das geleiras e viajar pelos canais sinuosos com águas recobertas por finíssimas camadas de gelo. Ali, onde só é possível chegar de barco, escondem-se glaciares gigantescos como o Amália, com mais de 2 km de extensão e 60 m de altura.

Formado de intensas nevascas que caem ao longo do ano, é conhecido por suas torres de gelo multicolorido, que proporcionam um espetáculo de rara beleza. Sem falar no Fiorde Calvo, imenso vale rochoso com icebergs de tamanhos diversos e coloração azulada. Isso é apenas um pequeno aperitivo do que é possível encontrar por lá. Afinal, são tantos lugares incríveis para visitar nesse impressionante labirinto natural de ilhas e montanhas que o melhor mesmo é conhecer de perto cada um deles.

O mais bacana é que os passageiros não ficam confinados no barco, vendo a paisagem de longe. Pelo contrário, em alguns trechos é possível fazer alguns trekkings ou navegar em barcos infláveis de borracha entre blocos de gelo para apreciar de perto toda a riqueza da fauna e da flora local.

Trekking no gelo

Trekking no gelo

Melhor época

O ideal é se programar para os meses de setembro a abril, pois nesse período ocorrem poucas chuvas e o ar fica bem seco. Mesmo assim, as temperaturas costumam ser baixas e variam entre 5 e 20 °C.

*Texto originalmente publicado na edição 56 da revista Host & Travel. Para ler matérias similares, torne-se assinante da revista sem custo algum.

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