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Clarice Niskier retorna ao Navegar é Preciso

Clarice Niskier retorna ao Navegar é Preciso

Quando iniciamos nossas carreiras, nem sempre nos deparamos com um mundo de portas abertas que anseia por mudanças. A motivação que nos leva a desempenhar tarefas transformadoras para que seja possível, de alguma forma, deixarmos nossa marca no mundo, muitas vezes vem de dentro, não de fora. Precisamos encontrar algum modo de tornar realidade a nossa utopia. Para Clarice Niskier essa plataforma não foi o jornalismo, área na qual se formou. A real chance de fazer algo transformador se concretizou quando ela decidiu se tornar atriz e diretora.

Hoje, Clarice celebra mais de 30 anos de carreira. Clarice encontrou no teatro uma forma de lidar com suas necessidades, vontades, sonhos e desejos. Em seu trabalho mais recente, o monólogo A Alma Imortal, ela usa a sua voz, o seu corpo e nada mais para tecer uma crítica à procura pela beleza padrão. Sem medo ou receio de julgamentos, Clarice mostra-se confortável e confiante para provocar o questionamento sobre a comparação dos corpos. Ela defende a necessidade de aceitação do próprio corpo sem importar-se com as opiniões alheias.

“Nós vivemos no mundo da comparação. O mercado usa uma citação do Vinicius de Moraes – ‘as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental’ – de forma equivocada. Quando o poeta disse isso, ele, na verdade, não estava criando um padrão do que é belo, estava dizendo que haver beleza é fundamental. A beleza é como cada um se vê: a feia é aquela que não vê nenhuma beleza em si, que se martiriza e tem um processo autodestrutivo. Esse é um conceito do feio que eu compreendo”, disse em entrevista à revista Bons Fluídos.

Currículo

Nascida no Rio de Janeiro, Clarice iniciou sua carreira nos palcos em 1982, atuando na peça Porcos com Asas, de Mauro Rádice e Lidia Ravera. Em 1983, atuou em O Circulo de Giz Caucasiano, de Bertolt Brecht e participou da montagem Dito e Feito, com o Grupo Navegando, em 1984.

No ano seguinte, estreia Tá Ruço no Açougue, adaptação de Antônio Pedro Borges para Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht, pelo grupo Tem Folga na Direção. Na mesma companhia, Clarice faz Cabra Marcado Pra Correr, II – A Missão, adaptação paródica de Judas em Sábado de Aleluia, de Martins Pena.

Clarisse participou de várias outras peças no decorrer dos anos, e recebeu boa crítica de Macksen Luiz pela peça Tróia, em 1993. “Clarice Niskier revela um crescimento expressivo como atriz, mostra maior autoridade através de trabalho vocal notável”.

O monólogo A Alma Imoral está em cartaz desde 2006. A peça que foi montada para comemorar os 25 anos de carreira da atriz já ultrapassou a marca de 90 mil espectadores. É justamente este espetáculo que a atriz apresentou em sua primeira participação no Navegar é Preciso de 2012

Clarice e sua arte farão parte da programação do projeto Navegar é Preciso 2016, realizado pela Livraria da Vila em parceria com a Auroraeco. Ainda não foi revelado qual será o tema de sua apresentação — estamos todos ansiosos para descobrir!

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